Seguro de carro na Zona Leste custa 76,7% mais que no Centro de São Paulo

Levantamento da Serasa Experian mostra que, em julho, a Zona Leste registrou 5,3% no seguro auto, enquanto o Centro ficou em 3,0%. No seguro de moto, a diferença entre as duas regiões chegou a 34,7%.

A localização do segurado provocou diferenças expressivas no preço relativo do seguro dentro da cidade de São Paulo em julho. Na Zona Leste, o índice do seguro de automóvel chegou a 5,3%, 76,7% acima dos 3,0% registrados no Centro, segundo o estudo IPSA + IPSM, Índice de Preços do Seguro de Automóvel e Moto, elaborado pela TEx, parte da Serasa Experian.

A Zona Leste também apresentou o maior índice do seguro de moto entre as regiões analisadas da capital paulista, com 12,8%. No Centro, o percentual ficou em 9,5%, diferença de 34,7%.

Nas demais regiões da cidade, a Zona Norte registrou 4,8% no seguro auto e 12,4% no seguro de moto. Na Zona Sul, os índices foram de 3,9% e 11,6%, respectivamente. Já a Zona Oeste marcou 3,6% para automóveis e 11,2% para motocicletas.

Os dados mostram que as diferenças de preço não aparecem apenas quando comparamos cidades ou estados. Dentro de São Paulo, o índice do seguro auto varia de 3,0% no Centro a 5,3% na Zona Leste. A localização é uma das variáveis consideradas na precificação e, combinada a outros fatores do perfil e do veículo, ajuda a explicar diferenças relevantes dentro de uma mesma cidade”, afirma Rodolfo Brandão, gerente executivo de Seguros da Serasa Experian.

Na Região Metropolitana de São Paulo, o índice ficou em 4,4% para o seguro de automóvel e 11,4% para o seguro de moto. O indicador de motocicletas da Grande São Paulo ficou 32,6% acima do IPSM nacional, de 8,6%. Já no seguro auto, o resultado ficou próximo do índice nacional, de 4,3%.

Entre as regiões metropolitanas analisadas, o Rio de Janeiro apresentou os maiores índices em julho, com 5,6% no seguro de automóvel e 12,0% no seguro de moto. São Paulo registrou 4,4% no auto e 11,4% na moto. Recife ficou em 4,1% e 8,3%, enquanto Belo Horizonte marcou 3,9% e 8,0%. Fortaleza registrou 3,0% no seguro de carro e 7,5% no seguro de moto.

No cenário nacional, julho marcou o menor patamar do seguro auto em toda a série analisada. O IPSA ficou em 4,3%, enquanto o IPSM registrou 8,6%, exatamente o dobro do indicador de automóveis.

Em 12 meses, o IPSA passou de 5,1% para 4,3%, queda de 15,7%. No mesmo período, o IPSM recuou de 10,1% para 8,6%, baixa de 14,9%.

Apesar do alívio anual, os segmentos apresentaram comportamentos diferentes no curto prazo. Entre janeiro e julho de 2026, o IPSA caiu 8,5%, de 4,7% para 4,3%, enquanto o IPSM recuou 2,3%, de 8,8% para 8,6%. O movimento de queda se mostrou mais consistente no seguro auto, enquanto o indicador de motos apresentou maior oscilação.

As características do veículo também continuaram influenciando o preço do seguro. Em julho, um carro com seis a dez anos de uso registrou índice de 5,7%, 90,0% acima do observado entre veículos zero quilômetro, que ficaram em 3,0%.

Entre os veículos com até dois anos de uso, todas as motorizações analisadas mantiveram índices inferiores aos de julho de 2025. A gasolina registrou a maior queda anual, de 4,0% para 3,4%.

A distribuição das cotações também aponta avanço gradual da diversificação energética. Em julho de 2026, os veículos a gasolina representaram 81,0% do volume total analisado. As demais motorizações somaram 19,0%, sendo 8,8% de elétricos, 6,1% de híbridos e 4,1% de diesel.

No ranking de carros mais cotados pelo TELEPORT em julho, o Chevrolet Onix liderou o volume total, com 5,1%, seguido pelo Hyundai HB20, com 4,4%, e pelo Volkswagen T-Cross, com 4,0%. Entre os híbridos, o BYD Song foi o mais cotado, com 45,1%. Entre os elétricos, o BYD Dolphin liderou, com 52,2%.

Acesse o estudo completo

O relatório IPSA + IPSM de julho de 2026 está disponível para consulta e download gratuitamente.

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