Altas avaliações de insurtech favorecem alianças em vez de fusões e aquisições

As seguradoras se concentraram em construir alianças com insurtechs no ano passado, enquanto exploravam tecnologias e capacidades emergentes, em vez de fazer aquisições definitivas.

O último relatório Pulse of Fintech da KPMG diz que a falta de atividade de M&A globalmente pode refletir a preocupação com insurtechs com altas avaliações que ainda não geraram retornos positivos.

A atividade total de investimento global em insurtech foi de US$ 14,4 bilhões (US$ 20,19 bilhões) em 418 negócios no ano passado, abaixo dos US$ 16,3 bilhões (US$ 22,86 bilhões) um ano antes e cerca de metade dos níveis vistos em 2018.

“O setor de insurtech continuou a ganhar uma atenção significativa no segundo semestre de 2021, principalmente no mercado de capital de risco”, diz o relatório.

Olhando para o futuro, a KPMG espera aumentar o investimento de operadoras e não operadoras, parcerias mais estreitas entre marcas de plataforma e seguradoras na distribuição, um foco crescente em seguros integrados e mais investimento em soluções exclusivas de seguros comerciais.

A atividade de fusões e aquisições de 2021 centrou-se principalmente na distribuição digital, diz a KPMG, como a aquisição da Bold Penguin pela American Family.

“Existem muitos investimentos na distribuição de seguros digitais em todo o ecossistema, pois o setor visa reduzir a complexidade para seus clientes comprarem seguros”, disse Ram Menon, diretor global de seguros da KPMG Interational.

Menon espera que a distribuição digital continue crescendo em 2022 e além. Ele também prevê novas trocas digitais para agentes e distribuidores de seguros, e vendas diretas ao consumidor e soluções de marketing que oferecem soluções personalizadas.

O interesse dos investidores no espaço de seguros comerciais continuou a crescer no ano passado. No entanto, a KPMG diz que a lucratividade se tornou um foco importante, já que as insurtechs públicas “enfrentam ventos contrários”, fazendo com que os investidores se concentrem em subscrição e lucratividade.

“Nos últimos dezoito meses, várias empresas de insurtech maduras nos EUA abriram capital, seja por meio de IPOs ou fusões SPAC. Muitas dessas empresas enfrentaram fortes ventos contrários nos mercados públicos, com desempenho inferior em comparação com os de outros setores”, diz.

Isso pode desencadear a consolidação este ano, diz a KPMG.

Para investimentos em fintech de forma mais ampla, o KPMG Partner Mergers & Acquisitions e Head of Fintech Daniel Teper prevê que 2022 será um ano recorde para o investimento em fintech na Austrália, após o investimento se recuperar para mais de US$ 2,5 bilhões (US$ 3,5 bilhões), quase igualando o pré- altos da COVID.

A Austrália registrou 134 negócios ao longo do ano, em comparação com 84 em 2020 e 72 em 2019.

“Isso indicaria que continuamos a ver investimentos em negócios iniciantes e em expansão, bem como atividade significativa de fusões e aquisições para players mais maduros no espaço”, disse Teper.

Os investimentos estão ocorrendo em uma variedade de subsetores e de um amplo conjunto de grupos de investidores, diz ele.

“Continuamos a ver investimentos em negócios de start-up e scale-up, bem como atividade significativa de M&A para players mais maduros no espaço.”

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