Nubank e B3 lançam primeiro ETF com pagamento de dividendos do mercado brasileiro

  • ETF segue o Ibovespa Smart Dividendos B3, desenvolvido em conjunto pelas instituições e que inclui na carteira as companhias listadas com pagamentos recorrentes de dividendos ao longo do tempo
     
  • Índice é o primeiro derivado do Ibovespa B3 em 55 anos
     
  • Além do ETF que paga dividendos, o Nubank passa a disponibilizar o Ibovespa Smart Dividendos B3, também por meio de outro ETF, que reinveste os dividendos recebidos na carteira do novo índice

Em movimento inédito no mercado de investimentos brasileiro, o Nubank anuncia hoje o lançamento do primeiro ETF (fundo negociado em bolsa de valores) com pagamento mensal de dividendos aos cotistas: o Nu Renda Ibov Smart Dividendos (NDIV11). O novo produto é fruto de parceria da gestora de fundos de investimentos da companhia, a Nu Asset Management, com a B3, a bolsa do Brasil, e passa a ser uma opção para qualquer investidor, sem vínculo obrigatório com o Nubank ou a corretora NuInvest. Assim, qualquer pessoa física – mediante adequação de perfil (suitability) na corretora com a qual tenha vínculo – ou investidor institucional pode investir no novo ETF.
 

A parceria entre a Nu Asset e a B3 foi estabelecida para a criação do inovador Ibovespa Smart Dividendos B3, o primeiro índice derivado do Ibovespa B3. O novo índice incluirá em sua carteira empresas do Ibovespa que se destacam nos pagamentos de dividendos aos acionistas.
 

O índice considera as empresas do Ibovespa B3 que pagam os maiores valores de dividendos em relação ao preço da ação. Esse critério também será utilizado para ponderar o peso da ação na carteira, além da recorrência e menor oscilação nos proventos pagos. Isso significa que terão maior peso na carteira as empresas que pagam maiores valores proporcionais, com frequência e valor constantes ao longo dos anos.
 

O desenvolvimento da oferta de ETFs no Brasil vem na esteira de uma realidade já observada em escala mundial. O volume investido globalmente em ETFs nas duas últimas décadas apresentou evolução de 20% ao ano, com cerca de US$ 10,6 trilhões (aproximadamente, R$ 53 trilhões) sob gestão em julho de 2023, segundo dados reunidos pela ETFGI, plataforma independente de pesquisa e consultoria em ETFs. Apenas na bolsa do Brasil, o volume investido em ETFs era de quase R$ 45 bilhões em agosto, de acordo com o Boletim Mensal ETF da B3.
 

“Com este nosso novo produto, o Nubank assume o protagonismo na evolução de fundos listados em bolsa aqui no Brasil. A inédita fórmula de pagar dividendos por meio do investimento em ETF e a parceria com a B3 para o desenvolvimento do Ibov Smart Dividendos unem o DNA de inovação que marca a nossa trajetória nos últimos 10 anos e a eficiência almejada pelo investidor”, afirma Andrés Kikuchi, diretor executivo da Nu Asset Management.
 

“A expansão do mercado de capitais e o aumento do número de investidores exigem que ampliemos a oferta de produtos para a diversificação de portfólios. É simbólico termos o primeiro índice derivado do Ibovespa B3 no ano em que ele completa 55 anos. Além de dar visibilidade para as empresas que ao mesmo tempo são referências no mercado e são boas pagadoras de dividendos, o Ibovespa Smart Dividendos é mais uma tese de investimento que disponibilizamos ao mercado, consolidando a B3 como principal provedora de índices no Brasil”, afirma Henio Scheidt, gerente de Índices da B3.
 

Nu Ibov Smart Dividendos (NSDV11): reinvestimento automático de dividendos

A entrada do Nubank na oferta de ETFs vai além do Nu Renda Ibov Smart Dividendos (NDIV11). Também sob gestão da Nu Asset, outro ETF passa a ser disponibilizado hoje ao mercado replicando o índice Ibovespa Smart Dividendos B3: o Nu Ibov Smart Dividendos (NSDV11), com a diferença de que os dividendos são reinvestidos no próprio ETF. O NSDV11 está igualmente disponível para qualquer cliente investidor, seja pessoa física ou institucional.
 

“Dentro de uma carteira diversificada, o investidor pode compor a sua estratégia com a renda passiva, mas também olhar para um horizonte de prazo ainda mais amplo. Ao reinvestirmos os dividendos no Nu Ibov Smart Dividendos, o potencial de retorno com a valorização do papel ao longo do tempo é maior”, observa Kikuchi.
 

Ibovespa Smart Dividendos B3: variação positiva de 142% em 10 anos

A primeira carteira do Ibovespa Smart Dividendos B3 possui 21 empresas, com validade até 29 de dezembro de 2023 para rebalanceamento posterior. Este processo acontece a cada quatro meses, assim como nos demais índices da B3, para adequar a composição aos critérios estabelecidos na metodologia. A carteira poderá ser acessada no site da B3.
 

Caso existisse desde 2013, o Ibovespa Smart Dividendos B3 teria acumulado uma variação positiva de 142% até o final de agosto. No mesmo período, o Ibovespa B3 obteve variação positiva de 87%.
 

O valor mínimo inicial para investir nos dois ETFs do Nubank é de R$ 100, correspondente a uma cota, sendo que ao longo do tempo pode haver variação de acordo também com a variação do índice. Tanto o NDIV11 quanto o NSDV11 possuem 0,5% de taxa de administração, sem cobrança de taxa de performance. Em ambos os ETFs incide Imposto de Renda no momento da venda e se ocorrer ganho de capital. No caso do ETF que distribui dividendos, há tributação incidente do referido imposto de 15% sobre o valor de proventos pagos aos cotistas, que será recolhido diretamente pelo administrador do fundo. Os dois novos fundos listados em bolsa do Nubank possuem liquidez de dois dias úteis.

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