‘Tecnologia é meio’, reforçam especialistas em painel sobre a integração do ecossistema segurador através das APIs durante o Insurtech Brasil

Especialistas demonstraram importância de contar com ferramentas ágeis para estratégia de negócios

Um dos principais pontos do Insurtech Brasil 2022 foi como aumentar a percepção de valor por parte dos segurados, ao mesmo tempo em que o mercado oferece as ofertas corretas – com base em insights diante das preferências desses consumidores.

“O mundo respira tecnologia. Quando você apresenta um novo produto, as seguradoras já querem resultados imediatos”, disse Bruno Porte, Diretor de Tecnologia da Mitsui Sumitomo Seguros, ao mencionar que o desenvolvimento tradicional é caro e demorado, o que pode inviabilizar a realização de alguma iniciativa. “É fantástico poder contar com o apoio das insurtechs, pois elas possuem um vasto ‘cardápio’ para resolução ou solução de problemas através do uso de APIs e serviços”, completou.

Neste sentido, o diretor de Tecnologia demonstrou a importância da utilização de insights para melhoria da oferta aos clientes. “É preciso pensar em como utilizar esses dados e extrair valor deles”, afirmou ao lembrar que a transformação digital – até mesmo por necessidade – foi mais acelerada nos Seguros Massificados.

Mas afinal, o que é uma API?

Denise Oliveira, CEO & Founder da fitinsur, explicou aos presentes no Insurtech Brasil 2022, que uma API trata-se de um ‘conector’, já utilizado há muitos anos, mas que ganhou um ‘boom’ – especialmente nos últimos 4 anos. “Ao invés de apenas conectar programas, podemos usar as APIs para conectar negócios. Então, estamos falando de um grande conector de negócios. A linguagem individual que se fala dentro da companhia é acessível e traduzida para um outro público, sistema ou país”, exemplificou.

A especialista ainda revelou os benefícios da utilização das APIs. “Podemos contar com as melhores capacidades de cada stakeholders e integrar isso. O cliente quer facilidade, ser abordado da maneira que ele precisa ser abordado. Essas empresas, insurtechs, seguradoras, corretoras e todas que compõem o ecossistema precisam se conectar para entregar o melhor serviço de cada um na ponta, ou seja, para o cliente final”, complementou.

Tecnologia é meio

Para a CEO & Founder da fitinsur, a tecnologia é meio. “As pessoas, cada vez mais, se conscientizam disso. Estamos amadurecendo a estratégia de negócios e os processos”, analisou durante o painel “API: a integração do ecossistema”.

Mundo mais integrado e mais conectado

De acordo com Fabio Rosato, Executive Director of Industries & Professional Services da Sensedia, as APIs são “um caminho para tornar o mundo mais integrado e mais conectado”. “Elas não são perceptíveis para os usuários, mas as APIs representam o core do que conhecemos sobre integração de negócios. Precisamos pensar a jornada do consumidor de acordo com as suas preferências nos multicanais”, declarou ao analisar o cenário em que – cada vez mais – os pontos de contato entre consumidores e negócios se dá na modalidade omnichannel.

“Queremos promover essas transformações de modo a tornar os produtos mais acessíveis e democráticos. Temos obrigação de contribuir com o Open Finance, colaborar com o Banco Central e garantir o menor atrito possível neste processo. A tecnologia tem de ser segura, escalável”, reiterou o especialista ao demonstrar a importância do Brasil ser pioneiro no que diz respeito ao desenvolvimento de um Sistema de Seguros Aberto – ou o mais conhecido – Open Insurance. “Isso nos posiciona fortemente em nível mundial”, acrescentou.

Importância da estratégia de negócios

Para Nuno David, Diretor Comercial e Marketing da MAG Seguros, ainda há um grande desafio para expandir a penetração das soluções do mercado de seguros em relação ao PIB brasileiro. “Porém observamos que a sociedade está aprendendo sobre a importância de contar com os Seguros de Vida. A penetração dos produtos ainda tem de ser tratada como um projeto da indústria de seguros como um todo, assim como um projeto de país”, afirmou o executivo. “Não há país rico sem taxa de poupança elevada. Neste sentido, a indústria de seguros é fundamental”, considerou.

Nuno citou os números de crescimento da procura por apólices do segmento de Pessoas. “O desafio é compreender as diversas características do mercado brasileiro. São diversos países dentro de um mesmo país, com renda, hábitos e características diferentes. Não há fórmula correta e, por isso, precisamos de tecnologia poderosa, com custo adequado e ágil”, explicou ao ratificar a importância das APIs para o sucesso neste objetivo. “As APIs viabilizam negócios que seriam difíceis ou impossíveis por conta de sua complexidade. A MAG tem investido nas APIs por refletir nosso foco em ofertas customizadas”, revelou ao projetar o grande espaço existente para comercialização dos Seguros de Vida no Brasil.

“É preciso pensar estratégias de negócios por coisas que foram possibilitadas pela tecnologia”, finalizou Nuno David ao dizer que o regulador também é promotor da transformação na indústria seguradora.

A 5ª edição do Insurtech Brasil contou com o apoio da Sensedia, Innoveo, D1 – Zenvia, Planetun, Suthub, Autovist, Guy Carpenter, fitinsur, Carbigdata, Coover, Guidewire, Onze, Souza Melo Torres, Hannover Re, MAG, BNP Paribas Cardif e Bluecyber.

Quer uma dica?

A segunda turma do curso de Insurtech e Inovação em Seguros em 8 aulas vai começar no dia 16 de agosto. Saiba mais clicando aqui ou acessando https://cursos.insurtechbrasil.com

ARTIGOS SIMILARES

Advertisment

POPULARES