A IA agêntica pode remodelar o seguro de vida. É o que aponta a Deloitte em seus relatórios anuais Financial Services Industry Predictions e 2026 Insurance Predictions.
“A IA agêntica cria uma oportunidade sem precedentes para as seguradoras de vida tornarem os produtos mais fáceis de entender, de pesquisar e de contratar, ao mesmo tempo em que preservam a confiança humana que sempre foi fundamental neste setor”, disse Bill Jarmuz, diretor-gerente da Deloitte Consulting.
Os consumidores estão cada vez mais utilizando a IA como parte de seu processo de autoformação. Cinquenta e um por cento declararam estar dispostos a pesquisar e contratar seguros de vida por meio de ferramentas de IA, de acordo com as últimas previsões do Deloitte Center for Financial Services.
“A IA pode lidar com o atrito, a educação, o acompanhamento e parte da carga administrativa, permitindo que agentes e consultores se concentrem no julgamento, na confiança e em ajudar os clientes a tomar decisões com segurança”, afirmou Jarmuz. “Essa distinção importa porque o seguro de vida ainda é algo profundamente pessoal e, no fim das contas, um produto complexo. A maioria dos consumidores não quer tomar essas decisões completamente sozinha. Mesmo os consumidores nativos digitais frequentemente buscam uma confirmação antes de se comprometer.”
O Deloitte Center for Financial Services prevê que, até 2030, a IA agêntica incorporada à distribuição de seguros de vida poderá adicionar US$ 2 bilhões em prêmios incrementais anuais nos Estados Unidos. O centro também prevê que a IA poderá aumentar em 11% os novos prêmios individuais anualizados de seguro de vida nos Estados Unidos no mesmo período.
A análise se baseia em quatro fatores: tamanho do mercado, adoção pelo setor, lacunas de vendas atuais e valor médio por contrato. Dados do LIMRA e do Life Happens Insurance Barometer foram utilizados para estimar o mercado de pessoas não seguradas e subasseguradas.
“A grande história para o setor é o crescimento, e as seguradoras que implementarem bem essas capacidades poderão tornar a cobertura mais acessível, mais personalizada e mais escalável”, disse Jarmuz. “As que acertarem nesse caminho irão aliar a ambição da IA à confiança, à governança e ao julgamento humano.”


