Levantamento da seguradora digital 88i com mais de 10 mil trabalhadores de aplicativos mostra que 69% dos motoristas parceiros que contrataram seguro de renda o fizeram por receio de ficar sem receita em caso de acidente. A pesquisa também indica que 84% consideram o preço da cobertura acessível.
O movimento ocorre enquanto cresce o número de profissionais que trabalham por plataformas digitais e às vésperas da definição do STF sobre os parâmetros para o reconhecimento – ou não – do vínculo empregatício entre plataformas e trabalhadores. Segundo o IBGE, o Brasil tinha cerca de 1,7 milhão de trabalhadores de aplicativos em 2024, alta de 25,4% em relação a 2022. Embora motoristas e entregadores ainda sejam maioria, cresce a participação de profissionais de serviços domésticos, pequenos reparos, beleza, eventos e vendas.
Para Rodrigo Ventura, CEO da 88i, independentemente do modelo jurídico adotado, a tendência é de expansão dos mecanismos privados de proteção financeira. “Há uma lacuna de proteção social para milhões de trabalhadores da economia de plataformas e existe uma demanda crescente por instrumentos privados de mitigação de riscos, como seguros de acidentes pessoais e proteção de renda, que funcionam como uma camada adicional de segurança econômica em um mercado de trabalho cada vez mais flexível. Sete em cada dez clientes contrataram um seguro pela primeira vez por meio das plataformas digitais”, afirma.


