A Chubb detalhou a estrutura do novo mecanismo de resseguro marítimo de US$ 20 bilhões, criado para oferecer seguro de riscos de guerra marítima a navios que navegam pelo Estreito de Ormuz, rota que está efetivamente fechada para navegação desde o início da guerra dos EUA com o Irã.
O programa de seguro marítimo foi criado pelo governo dos EUA por meio da U.S. International Development Finance Corp. (DFC), que em 11 de março anunciou a Chubb como subscritora líder de seu plano de resseguro de US$ 20 bilhões.
Originalmente, o programa da DFC estava focado em casco, máquinas e carga, mas a Chubb anunciou na sexta-feira (20 de março) que o escopo foi ampliado para incluir responsabilidade civil.
A Moody’s afirmou recentemente que a ausência de cobertura de responsabilidade civil seria um fator impeditivo para a maioria dos armadores que transportam petróleo bruto pelo Estreito de Ormuz, dado o risco expressivo de responsabilidade por poluição e operações de limpeza em caso de atingimento de uma embarcação por mina ou drone.
Um representante da Moody’s informou que detalhes adicionais sobre essa configuração do programa da DFC ainda não estão disponíveis e que, por isso, a agência não se pronunciaria. Um porta-voz do Lloyd’s também preferiu não comentar. A International Underwriting Association (IUA), que representa o mercado de companhias de Londres, igualmente não se manifestou.
A Chubb divulgou os principais pontos do programa:
- A Chubb, na função de subscritora líder, gerenciará o programa, definirá preços e condições, assumirá riscos e emitirá apólices para embarcações e cargas elegíveis, além de administrar todos os sinistros.
- A iniciativa é uma parceria público-privada entre a DFC, a Chubb e outras seguradoras americanas de referência, que atuarão como resseguradoras. “As seguradoras participantes trazem profunda experiência em subscrição de coberturas marítimas e de guerra marítima”, afirmou a Chubb. (Nota do editor: Não está claro se o Lloyd’s e o mercado de Londres poderiam participar do programa na condição de resseguradoras.)
- A DFC auxiliará na coordenação do consórcio de resseguradoras americanas e estabelecerá critérios de elegibilidade para os navios que acessarem o programa. (Nota do editor: A AIG não respondeu à consulta sobre os requisitos necessários para acesso à cobertura.)
- O programa oferecerá seguro de risco de guerra marítima para casco e responsabilidade civil, bem como para carga, contemplando cobertura de guerra para casco, seguro de guerra P&I (Proteção e Indenização) e seguro de guerra para carga.
- A oferta se aplica a embarcações que atendam aos critérios de elegibilidade definidos pelo governo dos EUA.
- O seguro estará disponível para navios em trânsito pelo Estreito de Ormuz e somente sob determinadas condições.
- As demais seguradoras americanas adicionais serão reveladas nos próximos dias.


