Modelo brasileiro de proteção veicular é apresentado no maior evento global de inovação em seguros

A proteção veicular brasileira foi tema de uma apresentação no ITC Vegas 2026, em Las Vegas. Realizado de 29 de setembro a 1º de outubro, no Mandalay Bay Resort and Casino, o encontro reúne lideranças, seguradoras, empresas de tecnologia, startups e especialistas de diferentes mercados para discutir inovação, inteligência artificial, distribuição, gestão de riscos e o futuro do setor de seguros.

A apresentação abordou a evolução do modelo de proteção patrimonial mutualista no Brasil, a ampliação do acesso à proteção e as transformações vividas pelo segmento nos últimos anos. Segundo dados institucionais apresentados pela APVS, a associação reúne cerca de 300 mil associados em todo o país, sendo aproximadamente 285 mil veículos leves e 15 mil caminhões.

O conteúdo apresentou ainda como uma operação dessa escala vem incorporando tecnologia, dados e inteligência artificial em atividades de atendimento, gestão, análise de informações e tomada de decisão.

“A principal mensagem foi mostrar como a tecnologia pode conectar uma necessidade que sempre existiu no mercado a uma prestação de serviço capaz de atendê-la. O Brasil é um país de dimensões continentais, com realidades e necessidades muito diferentes. Nesse contexto, nosso modelo busca aproximar essas duas pontas, tendo a tecnologia como base operacional e as pessoas e a confiança como pilares”, afirma Kleber Vitor, superintendente da APVS.

Para Vitor, ampliar o acesso à proteção exige mais do que presença geográfica. É necessário integrar associados, demandas e prestadores de serviços com eficiência e acompanhar o crescimento da operação com capacidade de atendimento.

“A tecnologia sustenta essa operação, mas são as pessoas e a confiança que dão sentido a ela. Nosso desafio é fazer com que o crescimento venha acompanhado da capacidade de atender às necessidades dos associados.”

A apresentação também tratou da Lei Complementar nº 213, de 15 de janeiro de 2025, que passou a disciplinar as operações de proteção patrimonial mutualista no país, estabeleceu regras para sua estruturação e definiu condições para a regularização de associações que já atuavam nos segmentos de proteção veicular, benefícios mútuos e similares. A legislação também inseriu essas operações no ambiente regulatório supervisionado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep).

“A regulamentação é importante para estabelecer parâmetros para a atuação do segmento e fortalecer a discussão sobre governança, transparência e responsabilidade. Em um ambiente internacional, apresentar essa evolução também permite contextualizar o modelo brasileiro e mostrar que o setor está passando por uma etapa importante de estruturação”, diz Vitor.

Ao comentar os aprendizados da participação, o superintendente ressaltou a importância de integrar distribuição, tecnologia, gestão e qualidade no atendimento. “O valor de um produto não está apenas em suas características ou em sua capacidade de alcançar o mercado, mas também na experiência que proporciona quando o consumidor precisa dele.”

Para Vitor, a presença em um ambiente internacional como o ITC Vegas também permite colocar a experiência brasileira em diálogo com tendências globais de tecnologia, inteligência artificial, eficiência operacional e novos modelos de distribuição. No país, afirma, o desafio é ampliar o acesso e a capacidade de resposta sem perder de vista as necessidades dos associados.

Sobre a APVS:

A APVS faz parte do segmento de Proteção Patrimonial Mutualista, regulamentado pela Lei Complementar nº 213/2025. Com base sólida no Brasil há mais de 15 anos, a Associação é focada em veículos de grande, médio e pequeno porte. Também, tem como preceitos promover a satisfação do associado, a valorização e o respeito às pessoas, à responsabilidade social e atender com excelência, integridade e sustentabilidade.

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