Levantamento da TEx, parte da Serasa Experian, mostra índice de 5,6% no seguro auto na Zona Leste, 64,7% acima do Centro; nas motos, a diferença entre as duas regiões chegou a 44,9% em setembro.
A Zona Leste de São Paulo registrou os maiores índices de preços relativos do seguro auto e de moto da capital em setembro, mas a diferença em relação ao Centro diminuiu nas duas modalidades. No seguro de automóveis, o índice chegou a 5,6% na Zona Leste, 64,7% acima dos 3,4% registrados no Centro, segundo o IPSA + IPSM, Índice de Preços do Seguro de Automóvel e Moto, elaborado pela TEx, parte da Serasa Experian.
Nas motocicletas, a Zona Leste também liderou, com índice de 12,9%, ante 8,9% no Centro, diferença de 44,9%.
A aproximação entre as duas regiões ocorreu após movimentos distintos em agosto e setembro. No seguro auto, a Zona Leste passou de 5,7% para 5,6%, enquanto o Centro avançou de 3,3% para 3,4%. Nas motos, a mudança foi mais acentuada: o índice da Zona Leste caiu de 14,4% para 12,9%, enquanto o do Centro subiu de 7,4% para 8,9%.
Nas demais regiões da capital, a Zona Norte registrou 4,6% no seguro auto e 12,0% no seguro de moto. Na Zona Sul, os índices foram de 3,6% e 11,1%, respectivamente, enquanto a Zona Oeste apresentou 3,8% e 10,7%.
“A Zona Leste continua com os maiores índices de seguro auto e moto em São Paulo, mas a distância em relação ao Centro diminuiu em setembro. A localização é uma das variáveis consideradas pelas seguradoras e deve ser analisada junto ao perfil do condutor, às características do veículo e ao histórico de risco”, afirma Rodolfo Brandão, gerente executivo de Seguros da Serasa Experian.
Na Região Metropolitana de São Paulo, o IPSA ficou em 4,5% e o IPSM, em 10,8%. Entre as nove regiões metropolitanas acompanhadas pelo levantamento, o Rio de Janeiro apresentou os maiores índices, com 5,5% no seguro auto e 11,8% no de moto. Salvador registrou 4,7% e 8,7%; Recife, 4,3% e 7,5%; e Belo Horizonte, 4,4% e 7,8%.
Simulação aponta diferença de R$ 3.712 no seguro entre Rio e São Paulo
O estudo também apresenta uma simulação que permite dimensionar as diferenças no valor do seguro entre cidades. A comparação considera duas mulheres de 40 anos, com perfis equivalentes e automóveis de dois anos de uso, avaliados em R$ 116 mil na tabela Fipe. A diferença entre as seguradas está na cidade de residência.
Em São Paulo, o seguro seria de R$ 4.176 por ano, equivalente a 3,6% do valor do automóvel. No Rio de Janeiro, chegaria a R$ 7.888, ou 6,8%. São R$ 3.712 de diferença anual, com o valor calculado para o Rio 88,9% acima do observado em São Paulo.
No cenário nacional, o seguro de moto atingiu em setembro o menor índice desde o início da série histórica da TEx, em agosto de 2023. O IPSM passou de 8,4% em agosto para 8,0%, queda mensal de 4,8%.
O seguro auto seguiu na direção contrária e avançou pelo segundo mês consecutivo. O IPSA passou de 4,4% para 4,5% entre agosto e setembro, alta de 2,3%.
Apesar dos movimentos opostos no mês, os dois indicadores permanecem abaixo dos níveis registrados um ano antes. Na comparação com setembro de 2025, o IPSA recuou de 5,1% para 4,5%, redução de 11,8%, enquanto o IPSM passou de 9,6% para 8,0%, queda de 16,7%.
Na distribuição nacional das cotações por combustível, os veículos a gasolina responderam por 81,0% do volume analisado em setembro. Os híbridos representaram 7,3%, os elétricos, 7,1%, e os modelos a diesel, 4,6%.
Acesse o estudo completo
O relatório IPSA + IPSM de setembro de 2026 está disponível gratuitamente para consulta e download.


