iFood Benefícios fecha acordo para comprar a Caju em operação de mais de R$ 1,2 bilhão

Com informações da reportagem de Ralphe Manzoni Jr., do NeoFeed.

O iFood Benefícios assinou um acordo para comprar 100% da Caju em uma operação de mais de R$ 1,2 bilhão, segundo apurou o NeoFeed. A aquisição encerra uma sequência de investidas do grupo no mercado de benefícios corporativos e dará saída aos fundos de venture capital que investiram na startup.

Entre os investidores que venderão suas participações estão Volpe Capital, Caravela Capital, Valor Capital Group, Canary e K1 Investment Management. Os fundadores Eduardo Del Giglio e Renan Mendes têm incentivos para permanecer no negócio e devem continuar na operação após a conclusão da compra.

O acordo foi anunciado na terça-feira, 20 de outubro, e antecipado pelo Pipeline. Não foi a primeira tentativa do iFood de levar a Caju: uma aproximação anterior terminou sem entendimento. O grupo voltou então suas atenções para a Alelo, mas as mudanças nas regras do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) impediram o avanço da negociação.

Depois do fracasso com a Alelo, o iFood retomou com força as conversas com a Caju e, desta vez, encontrou disposição para negociar e chegar a um acordo para adquirir a totalidade da startup de benefícios corporativos.

A compra depende das aprovações do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do Banco Central. Segundo o comunicado das empresas, o acordo foi informado ao Cade na terça, 20 de outubro, e será submetido também ao BC. Até a conclusão desses processos, as duas operações continuarão independentes.

Para o iFood, a aquisição representa um salto de escala. O iFood Benefícios atende 65 mil empresas e 1,7 milhão de usuários, e a Caju acrescenta uma base de mais de 70 mil empresas e 1,3 milhão de trabalhadores. As carteiras somam, portanto, 3 milhões de usuários, antes de eventuais sobreposições.

Além de ampliar a distribuição dos cartões, a transação reúne a presença do iFood no consumo de refeições com uma plataforma que avançou dos benefícios para despesas corporativas e gestão de pessoas.

Criada em 2020, a Caju cresceu com a proposta de reunir diferentes benefícios em um cartão com bandeira Visa. O crescimento foi financiado por investidores que apostaram na entrada de empresas de tecnologia em um mercado dominado por operadoras tradicionais.

Em agosto de 2022, a Caju anunciou uma rodada de US$ 25 milhões liderada pela K1 Investment Management, com participação de Valor Capital Group, Caravela Capital, Clocktower Ventures e FJ Labs. O aporte tinha como objetivo ampliar a operação de tecnologia e desenvolver produtos além dos benefícios flexíveis.

Aumento da competição

A transação ocorre em um momento de aumento da competição no mercado de benefícios, estimado em mais de R$ 150 bilhões e com aproximadamente 22 milhões de usuários.

O C6 Bank, como publicou com exclusividade o NeoFeed, comprou a Alymente no começo de setembro e ingressou na área. O BTG Pactual também passou a atuar nesse setor.

A lista de startups na área é grande. Uma delas é a Flash, que acaba de fazer uma captação de R$ 150 milhões, liderada pela Battery Ventures e por Kevin Efrusy, sócio da Accel Partners, conhecido como um dos primeiros investidores do Facebook. Antes dessa rodada, a Flash já havia levantado mais de R$ 800 milhões.

A Raiô, do ex-CEO da GetNet, José Renato Hopf, que tem entre seus investidores a Upload Ventures e a Provence Partners, também começa sua expansão nacional.

Os incumbentes são a Ticket, com o Itaú Unibanco; a Alelo, com o Bradesco e o Banco do Brasil; e a Pluxee (ex-Sodexo), com o Santander. Ao lado da VR, esse trio ainda domina mais de 80% do mercado.

Leia a reportagem completa de Ralphe Manzoni Jr. no NeoFeed.

Fonte:NeoFeed

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